Arrábida, à descoberta do Moscatel de Setúbal – Dia 2

No início do mês de dezembro o blog foi convidado para integrar a Press Trip “Arrábida, à descoberta do Moscatel de Setúbal“, com o objetivo de divulgar a oferta enoturística da Arrábida, com o mote no Moscatel de Setúbal, produto diferenciador da região.

O programa teve a duração de 2 dias. Neste primeiro post contei-vos tudo sobre o dia 1.

O segundo dia começou com uma visita guiada ao Castelo de Palmela. Monumento nacional, cuja localização permite uma visão a 360 graus, com a possibilidade de ver a costa alentejana, o estuário do Sado, o estuário do Tejo, Lisboa e a zona norte do Tejo.
Infelizmente o dia estava cinzento e com muito nevoeiro, por isso, não foi possível a visão a 360 graus.
Ainda assim, entrámos na Igreja de Santiago, a igreja gótica do castelo, onde nos foi feita uma visita guiada.
As visitas guiadas à igreja e castelo são gratuitas, sendo o tempo médio da visita de 1 hora.
Algumas curiosidades sobre o castelo:
A sua localização estratégica tornou-o ponto privilegiado de comunicação entre os castelos circundantes.
Começou a ser construído no século VIII, no entanto ainda se mantêm atualmente as pedras originais.
Com uma ocupação islâmica entre os séculos VIII a XII, foi sede da Ordem de Santiago até à sua extinção.
Era essencialmente um castelo de defesa, estando as muralhas a 7km do rio.
Foi conquistado aos Mouros pela primeira vez por D. Afonso Henriques em 1147.
Existência de um relógio do sec XVII, ainda em funcionamento.

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Deixando a serra para trás e entrando em solos arenosos de Fernando Pó, percorrendo as diferentes paisagens marcadas por jardins de vinhas, chegámos à Casa Ermelinda de Freitas.
A visita centrou-se na recente inaugurada Casa de Memórias e Afetos, dedicada à história das quatro gerações da família, evidenciando a cultura do vinho e a sua importância na economia local. Aqui é possível provar e perceber as diferenças entre os Moscatéis dos terrenos de areia de Fernando Pó.
Algumas curiosidades sobre a Casa Ermelinda de Freitas:
Criada em 1920. Em 1997 iniciou com marca própria “Terras do Pó” e mais recentemente criou a marca “Dona Ermelinda”.
Em 2002 começou a produção de vinho em bag-in-box.
Atualmente tem 400 hectares de vinha própria com plantação de 29 castas diferentes.
18 meses é o tempo de estágio em pipa de madeira do vinho Moscatel. Já o Moscatel Roxo tem um tempo de estágio de 3 anos.
A adega tem uma produção anual de 12 milhões de litros. O tempo total de produção do vinho é de 5 anos.

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Seguimos depois para o almoço na Quinta do Piloto, em Palmela.
A Quinta do Piloto é herdeira da tradição vinícola de quatro gerações da família Cardoso em Palmela. Os seus vinhos são fruto de lotes escolhidos entre 200 hectares de vinhas nos melhores terroirs da região. Um dos mais recentes investimentos no enoturismo da região.
Ainda antes do almoço foi feita uma visita guiada à adega com os proprietários.
Aqui aprendemos, entre outras coisas, o que é o 1º mosto. As primeiras uvas pisadas no final das vindimas e que depois são benzidas pelo padre. Esse vinho é depois doado às igrejas da zona para ser usado na missa.
Foi-nos explicado também que a Quinta do Piloto estagia os seus moscatéis em pipas de carvalho francês que foram anteriormente utilizadas para armazenagem/estágio de aguardente e conhaque, conferindo-lhes assim um sabor único.
Este almoço trouxe uma excelente experiência enogastronómica, num espaço com uma vista panorâmica sobre a região e sobre Lisboa. Destaco o, recém lançado, Moscatel Roxo – Superior 2011, servido no final da refeição. Ficámos fãs deste vinho moscatel.

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A paragem final foi no recente Museu da Musica Mecânica, no Pinhal Novo.
Não faziamos ideia da existência deste museu e a sua visita revelou-se uma grande surpresa.
O museu consiste numa caixa totalmente fechada, que pretende estabelecer um paralelismo com uma caixa de música. O alçado principal traz à memória as campânulas dos fonógrafos e dos gramofones e assinala a entrada do edifício.
Ao entrar nessa “caixa de música” podemos viajar no tempo, explorar e ouvir centenas de instrumentos mecânicos.
O projeto é assinado pelo arquiteto Miguel Marcelino e a coleção é de Luís Cangueiro.
Constituída por mais de 600 peças que se movimentam por sistemas exclusivamente mecânicos, e abrangem fundamentalmente o período de finais do Séc. XIX até à década de 30 do Séc. XX, todas em estado de funcionamento.
As diversas tipologias distribuem-se pelos mais variados instrumentos, desde as mais antigas caixas de música de cilindro de madeira ou de metal às mais recentes e populares grafonolas.
Foi um privilégio podermos ver, ouvir e sentir estas magníficas peças centenárias, sempre acompanhadas pelas explicações do colecionador Luís Cangueiro. Recomendamos mesmo uma visita a este fantástico museu, único no país.

Agradecemos à Câmara Municipal de Palmela, à Rota de Vinhos da Península de Setúbal e à Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, pelo convite.

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1 Comment

  • Mas que post delicioso! Umas fotografias que, só por si, já nos aguçam a vontade de ir lá e depois ler o texto, a acompanhá-las só me fez querer escolher Setúbal, Arrábida e Palmela como próximo pretexto para uma “fuga a dois”. Desconhecia que o Castelo tinha uma igreja tão bonita e (melhor que tudo) a visita guiada seria gratuita 🙂 obrigada pela partilha! Sempre gosto desses passeios culturais, onde aprendemos imensas coisas. O último desse género que fiz, ainda que não tenha sido inserido em contexto de press trip, foi a Minde! Adorei 🙂 acho que és capaz de gostar muito também.

    Agora em resposta ao teu comentário amoroso sobre Londres:

    Ohhh como fiquei comovida com a tua mensagem :’) já faz dois anos que fui a Londres, precisamente em Fevereiro. Curiosamente não apanhei chuva, pelo contrário! O shuttle do easybus foi a melhor coisinha que descobrimos. E paddington é a zona perfeita, mesmo! Tens acessos de lá para todo o lado 🙂 Vais voar para Stansted, com a Ryanair como nós? Se chegares lá a essa hora, às 16h23 já com o check in online feito não vais ter problemas nenhuns, tens mais do que tempo! O aeroporto não é muito grande e é bem organizado, por isso é super tranquilo!

    Fantasma da Ópera é a minha escolha se conseguir ver um musical na Broadway *.* acho que vais amar!

    Beijinhos Grandes*

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